10 de Novembro de 2008, por
Vibranews - O Portal da Acústica
1.5– O edifício de apartamentos sobregime de administração dos usuários.
As fachadas externas e tipos de janelas deverão ser definidos em função da exposição ao ruído conforme os tipos de agentes de ruído esquematizados na página 1. As variações de soluções serão decorrentes das zonas de uso ou até da orientação de cada fachada. O monitoramento do ruído da zona urbana, no local da futura edificação, deverá preceder o anteprojeto. Esse monitoramento deve ser feito em diferentes dias da semana e em diferentes horários.
- O prédio deverá ser dotado de piso flutuante entre cada pavimento (v. anexo) a fim de atenuar o impacto resultante do caminhar normal de pessoas, arrastar de cadeiras e outros atritos mecânicos.
O choque mecânico do calçado, queda de objetos, e arrastar de cadeiras sobre um acabamento de piso como tacos, parquets, assoalhos, cerâmicas, mármores, granitos, carpetes de madeira, linóleos ou vinil, resulta um nível de pressão sonora nos ambientes circundantes, mais sensível no ambiente
imediatamente abaixo. A solução mais eficiente é a de acarpetar todos os pisos da área social e íntima dos apartamentos de um edifício. Diz-se eficiente porque o carpete interpõe-se entre a fonte percussora e a laje estrutural acabada amortecendo o impacto mecânico, como também ruído aéreo no ambiente, onde se dá esse impacto. Nessa condição, o som aéreo resultante no vizinho poderá ser
diminuído ou até mesmo imperceptível. Como nem todos aceitam a sua residência acarpetada a melhor solução de isolamento é a de introduzir o “carpete” sobre a laje bruta, e aplicar sobre o mesmo um contra piso para a seguirdar o acabamento final do piso. Esse sistema amortecedor é denominado “piso flutuante”. Estaremos introduzindo um corpo elástico que irá amortecer indiretamente o choque mecânico sobre a laje e assim minimizar, pelo menos, o efeito resultante da excitação mecânica direta sobre a laje estrutural. O carpete, certamente, não será o corpo elástico a introduzir entre a laje e o contra piso.Existem outras maneiras de construir um piso flutuante, seja com acabamento convencional de tacos de madeira, como assoalhos, ou carpetes de madeira, ou placas vinílicas, ou placas cerâmicas ou de terracotas, ou mármores, ou granitos, ou mesmo um carpete se este for o preferido, sem, contudo dispensar o contra piso a fim de não criar desnivelamento com os outros acabamentos de piso flutuante no mesmo pavimento.
No Brasil adotaremos os ensaios para os pisos flutuantes, conforme as recomendações ISO utilizando-se de maquina de impacto padronizada. As especificações dos ensaios de campo estão sendo adotadas na Norma de “Desempenho de edifícios habitacionais de até cinco pavimentos,Parte 3: Pisos internos” ainda não editada oficialmente. Os valores dos Níveis de Pressão Sonora de Impacto Padronizado Ponderado entre piso dos ambientes serão referidos ao padrão estrutural brasileiro de laje nua (maciça) com espessura entre 10 a 12cm, com ou sem contra piso, e sem tratamento, como nível de desempenho mínimo (M) exigido, isto é, um valor limitado datransmissão sonora. Outros elementos de pisos não tratados, com ou sem contra piso, também deverão obedecer ao mesmo critério da laje nua.
A tabela abaixo indica os desempenhos das alternativas de tratamento entre pisos
Critérios de Nível de Pressão Sonora de Impacto Padronizado Ponderado L'nT,w para ensaios de campo
Elemento
L'nT,w [dB]
Nível de Desempenho
Laje, ou outro elemento portante, com ou sem contrapiso,
66 a 80
M
sem tratamento acústico
Laje, ou outro elemento portante, com ou sem contrapiso,
56 a 65
I
com tratamento acústico
Laje, ou outro elemento portante, com ou sem contrapiso,
< 55
S
com tratamento acústico especial
(M)= mínimo(I)= intermediário(S)=superior
Outras isolações de som ou ruído muitas das quais coincidem com as recomendações de casas são: tratamentos específicos de bombas de recalques de água e da drenagem, bombas dos sistemas de aquecimento central da água quente, motores e equipamentos das casas de máquinas de elevadores, do pressurizador de ar na caixas de escadas, pressurizador de água nos apartamentos da cobertura, dos compressores e bombas de sistemas derefrigeração do ar, do gerador de energia de emergência, dos tipos de janelas, dos tipos de portas de entrada social e de serviço, do “home-theater”,dos tipos de paredes entre unidades autônomas, e, entre os ambientes internos, das banheiras de hidromassagens,dos sistemas hidro-sanitários e de águas pluviais, e, das eventuais alternativas de sistemas de ar condicionados do tipo “Split” e os respectivos recursos das instalações das unidades remotas. – Ainda temos a isolar, ou dispor estrategicamente o Salão de Festas, Salas de Ginástica, Quadra de Squash, Quadra poli esportiva, e sistema de aquecimento solar e respectiva casa de bombas da piscina.
NOTAS IMPORTANTES
- Revestimentos de materiais absorvedores de som, ou mesmo um forro acústico, não resolvem satisfatoriamente a redução do ruído vindo do exterior para o ambiente construído através de portas e janelas. Poderá até torná-lo inicialmente tolerável, mas não o suficiente como solução ideal. È importante recorrer a um consultor para maior esclarecimento e definição do que fazer para atingir ao objetivo, qual seja o da melhor isolação.
- Os valores de STC referem-se à classe de transmissão sonora (via) aérea de um elemento vedante ou sistema construtivo, conforme a ASTM E 413-87 –“Classification for Rating Sound Insulation”, designado por STC (Sound Transmission Class). Trata-se de uma taxação de isolação do som, ou ruído, obtida por comparação entre uma curva espectral de isolação sonora obtida em laboratório com uma curva padronizada estabelecida pelaASTM. No final dos anos 60, nos EUA faziam-se confusões no mercado com os valores médios de isolação acústica dos sistemas construtivos recomendados para isolação. Algumas paredes eram mais isolantes nas médias e altas freqüências enquanto outras eram mais eficientes nas baixas e médias. Era comum esses produtos ou sistemas construtivos, durante as promoções publicitárias, possuírem os seus valores médios de isolação idênticos, o que dificultava tremendamente ao arquiteto ou engenheiro tomarem a decisão em adquiri-los. Pois a isolação sonora de um som ou ruído está relacionada também aos valores dos níveis de pressão sonora no domínio das freqüências além de outras características do elemento divisório. “O valor único de STC (ou CTSA, referido como “Classe de Transmissão do Som Aéreo” aqui no Brasil) correlaciona-se com a nossasensibilidade auditivada transmissão sonora para a voz, rádio, televisão, e fontes similares de ruído nos edifícios. “Todavia não é apropriada para fontes sonoras com espectros sonoros significativamente diferentes dos valoresdas fontes acima mencionadas, como os de máquinas, das industrias, dos transformadores, dosveículos,de certos instrumentos musicais, e das fontes com características tonais, osquais demandam uma acurada análise das transmissões sonorasno domínio das freqüências conforme consta na redação da ASTM E 413-87”. No Brasil iremos adotar a recomendação ISO 140-3:1995 nas medições de laboratório e a ISO 717-1 para a taxação representada pelo Índice de Redução Sonora Ponderado Rw em vez de STC nos ensaios de laboratório e os números sãomuito parecidos .
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