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O inimigo mora ao lado

21 de Maio de 2009, por Vibranews - O Portal da Acústica
 

Quem mora nas grandes cidades, tem de conviver com os mais variados tipos de barulho: aviões, alarmes de carros, sirenes de ambulância, máquinas, britadeiras, latidos de cães, entre tantos outros. O ouvido humano suporta níveis de 80 a 85 decibéis. A exposição contínua a sons mais altos (acima de 120 decibéis) provoca sérios traumas. Além disso, a exposição excessiva aos ruídos pode provocar perda total ou parcial da audição, insônia, estresse, interferência com a comunicação interferência com a concentração e aprendizagem, efeitos fisiológicos como hipertensão e isquemia e gastrite. Por isso, é cada vez maior o número de jovens que faz tratamento contra problemas auditivos.
A perda de audição se instala de forma lenta e progressiva e o ouvido sofre um processo de envelhecimento gradual. Cerca de 30% das pessoas entre 65 e 75 anos sofrem de perda de audição. Segundo especialistas, como a perda de audição é gradual, a pessoa costuma demorar para admitir que está ficando surda. Motivos: hereditariedade, efeito acumulativo da exposição repetida ao barulho e até a ingestão de determinados medicamentos.
A poluição sonora também pode acarretar sérios danos para quem é hipertenso ou estiver demasiadamente stressado. Exemplos: fortes dores de cabeça, perda do desejo sexual na mulher e dificuldade de ereção nos homens. Aumentam os riscos de enfarte e derrame. Com a aceleração da respiração, os pulmões funcionam em velocidade máxima e o cansaço acaba sendo inevitável. O estômago produz altas escalas de suco gástrico, provoca úlcera e gastrite. O intestino também deixa de funcionar corretamente.

Os decibéis no dia a dia

 

Um ruído pode perturbar mesmo quando a sua intensidade não é muito elevada, por exemplo, uma torneira que pinga durante a noite. Ou pelo contrário, sons que quase atingem o limiar da dor para o ouvido humano podem ser considerados agradáveis por algumas pessoas em determinadas circunstâncias, é o caso dos concertos de música rock ou das discotecas. É frequente também as pessoas sentirem-se incomodadas com o ruído de veículos numa estrada, mas acharem relaxante o barulho de uma cascata que tem uma intensidade semelhante.

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