A professora Dinara Paixão é a nova presidente da SOBRAC. Ela tomou posse durante o XXIII Encontro da entidade, em Salvador (BA). Em sua gestão, de quatro anos, pretende trabalhar para aumentar a visibilidade e o reconhecimento da entidade junto às instituições públicas e privadas. É Engenheira civil, mestre em Educação, doutora em Engenharia, especialista em Acústica Arquitetônica e em Economia Monetária, professora na graduação e pós-graduação da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), coordenadora do Grupo de Pesquisa Acústica, registrado no CNPq e responsável pela criação do primeiro Curso de Graduação em Engenharia Acústica do País.
Leia, a seguir, a entrevista exclusiva ao Vibranews:
P - Quais são os projetos imediatos para a SOBRAC?
R - Nossos principais projetos se resumem em quatro grandes eixos de ação: aprimoramento da situação legal da entidade, a partir da reformulação do Estatuto e criação do Regimento Interno; maior reconhecimento da entidade, a partir da atuação junto às instituições públicas e privadas, inclusive internacionais; apoio à formação técnico‐científica e ao aperfeiçoamento de recursos humanos na área de acústica através de cursos (presenciais e à distância); e valorização e ampliação do quadro de associados, incentivando o comprometimento e a participação efetiva nas ações da entidade.
P – A SOBRAC conta, hoje, com quantos associados?
R - Aproximadamente 300 associados entre efetivos, institucionais e estudantes.
P - Como aumentar a base de associados e sua representatividade?
R -Uma atenção especial deverá ser dispensada aos associados estudantes, cuja participação é importante para que a entidade se perpetue ao longo dos anos. Está planejada uma aproximação visando o reconhecimento da SOBRAC em instituições, como ministérios, secretarias, entidades de classe e da sociedade civil, entre outros.
P – Pretende criar novas formas de comunicação e serviços?
R – O site e a revista serão reestudados e novas ferramentas da Internet poderão ser utilizadas, visando tornar mais eficiente a comunicação com os associados.
P - A professora Elvira Viveiros, da UFSC, fez duras críticas à diretoria anterior, cobrando mais transparência. O que pode comentar sobre esse episódio?
R – As críticas da professora Elvira e de outros associados à gestão 2001-2005 foram públicas e reafirmadas em Assembléia. A gestão 2006-2009 colocou no site da SOBRAC, na área de acesso privativo aos associados, o demonstrativo de suas contas. Quanto à diretoria atual, procuraremos cumprir as decisões da Assembléia e manter total transparência nas ações.
P - Qual balanço que pode fazer do XXIII Encontro de Salvador?
R – Destaco que este foi o primeiro evento da SOBRAC no Nordeste. Isso atraiu um grande número de participantes da região, com acesso mais facilitado aos produtos e equipamentos na área de exposições. Também houve boa participação de profissionais, além de contar com trabalhos inscritos de outros países. Espera-se que o próximo Encontro, daqui a dois anos, em Belém (PA), continue com esse processo de integração com todas as regiões brasileiras.
P – Qual sua avaliação sobre o nível dos trabalhos apresentados no Encontro?
R- Houve uma criteriosa avaliação dos trabalhos, a partir da atuação dos relatores convidados e da Comissão Científica do evento. Assim, creio que o nível das apresentações agradou aos participantes. Grande parte das discussões foi centralizada na Acústica Arquitetônica que, a partir da NBR 15.575, ganhou maior visibilidade da mídia e dos próprios fabricantes de produtos e profissionais que atuam no mercado.
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