No mundo corporativo, hoje, não basta apenas oferecer produtos de qualidade, serviços de alto nível, preços competitivos e motivar seu público interno. É necessário, também, promover ações que superem a expectativa dos clientes e contribuam para aumentar o conhecimento dos profissionais do seu setor.
Por isso, a Vibrasom marcou um “gol de placa” quando criou o Seminário de Soluções em Tratamento Acústico há pouco mais de dois anos. A terceira edição, confirmada para o próximo dia 25 de agosto, no Secovi, vem crescendo de ano para ano, tem o patrocínio da Lafarge e apoio da mídias especializada. A iniciativa também gerou a criação do Vibranews (portal de comunicação que recebe, em média, cinco mil visitas por mês), fortaleceu a marca da empresa e fidelizou clientes.

Nesta entrevista especial, o gerente comercial da Vibrasom, Luis Carlos Gusson, (41 anos, e há 19 anos na empresa), idealizador do seminário, conta como nasceu o evento, faz balanço das primeiras edições, as novidades deste ano e traça um rápido panorama do setor.
P - Como nasceu o seminário?
R – Nasceu da carência de informações técnicas no mercado de produtos e serviços de tratamento acústico. A idéia foi reunir, num mesmo local, profissionais respeitados e conhecidos no Brasil e promover a troca de informações entre esses especialistas e o publico interessado, apresentando principalmente as soluções inovadoras aplicadas no mercado.
P – Qual o balanço dos eventos realizados até agora?
R – O primeiro seminário foi realizado há dois anos e contou com quatro palestras no período da tarde e mais de 100 pessoas. No ano passado, dobrou de tamanho e ocupou o auditório central do Secovi. Aí, já contamos com um parceiro forte, que é a Lafarge e apoio da mídia do setor. Fora isso, os temas das palestras e os palestrantes dão credibilidade ao conteúdo que é apresentado no seminário. Com tudo isso, não tenho dúvidas em dizer que é um evento que veio para ficar e se consolidar no cenário acústico nacional.
P – Como será o seminário neste ano?
R – Iremos dividir o seminário deste ano em seis palestras, três em cada período. Além disso, vamos apresentar um talk show para deixar o seminário mais dinâmico e participativo. Os detalhes ainda estão sendo definidos, mas vai ser algo bem interessante e diferente, sem duvida.
P – Os palestrantes já estão definidos?
R – Já temos nomes confirmados, mas não posso revelar, por enquanto. O que posso dizer é que são profissionais de reconhecida capacidade e do mais alto nível e que terão como missão a apresentação de “cases”, - soluções de tratamento acústico de sucesso.
P – Qual o nível de conhecimento dos profissionais do mercado?
R – O mercado é carente de profissionais que conheçam a fundo essa especificação. As faculdades estão trabalhando nisso. Veja, por exemplo, a professora Stellamaris, que coordena um curso especifico de acústica na Unicamp. Aqui na USP, tem o professor Bistafa, também preocupado com a formação e capacitação técnica dos arquitetos. A partir do momento em que eles receberem um melhor treinamento, com certeza vai diminuir o número de problemas. Ou seja, os problemas acústicos vão ser solucionados mais no projeto e menos depois da obra concluída.
P – Neste processo, qual o papel do Vibranews, lançado no ano passado?
R – O Vibranews nasceu para funcionar como canal de comunicação, para disseminar informação para o mercado acústico. É um projeto novo, ambicioso, esperamos que um dia se transforme no maior portal acústico do Brasil. É um trabalho institucional criado para ampliar nosso contato com os profissionais do setor.
P – Alguma novidade para o Vibranews neste ano?
R – Sim, queremos ampliar um pouco mais. Por exemplo, aumentar o conteúdo no ícone da Biblioteca, colocando algumas matérias, artigos e literatura técnica de profissionais da área com o objetivo de enriquecer o nosso portal.
P – Um debate, na Editora Pini, concluiu que o mercado de tratamento acústico sofre com a falta de padronização e legislação. Você, que participou deste encontro, concorda com esta tese?
R – Sim, hoje temos nove normas técnicas que tratam direta ou indiretamente sobre acústica, duas muito conhecidas a NBR 10151 – Avaliação do Ruído em Área Habitada e a NBR 10152 – Níveis de Ruído para Conforto Acústico, mas nenhuma delas cita os padrões mínimos dos sistemas construtivos para garantir certa qualidade acústica nas construções. Com a chegada da NBR 15575 (aprovada no ano passado e entrará em vigor em 2010), teremos certos requisitos que terão que ser seguidos nas construções, sem duvida um importante passo que foi dado.
|